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Autoamor

Estamos no período do ano em que mais se fala em amor…

O amor a dois, amor dos enamorados…

Quantas pessoas anseiam em ouvir “eu te amo” pela primeira vez, e às vezes ficam aguardando o parceiro tomar a iniciativa, sob o argumento de “estar se preservando” ou “com medo de não ouvir a tal frase de volta, de não ser recíproco”?

Está tudo bem se você utiliza essas teses. No entanto, quero te convidar a refletir comigo sobre como está a sua relação consigo mesmo. Como você está se cuidando? Você se prioriza?

É comum as pessoas afirmarem e muitas vezes acabam decretando sua própria sentença quando dizem:

Ah, eu só vou ser feliz quando eu tiver um marido, um companheiro. Quando eu tiver um carro eu vou ter uma vida melhor. Vou ser mais feliz quando tiver um emprego novo, passar num concurso e outras condicionantes…

Então te pergunto:

– Nas mãos de quem você está colocando sua felicidade? São as coisas materiais que irão te trazer alegrias?

Jamais condicione a sua felicidade, não dê prazos para ser feliz e muito menos deposite nas mãos de outra pessoa a sua fortuna emocional… pois, no momento em que você se coloca nessa postura de refém, acaba por se anular para a vida e aí passa a viver em função do outro ou de conquistas materiais.

Outra coisa importante: Não confunda autoamor com egoísmo. É realmente preciso amar-se em primeiro lugar para poder amar alguém. Quando estamos bem conosco, estaremos bem com os outros. Só podemos ajudar os demais se estivermos no ajudado anteriormente. Isso fica claro como o exemplo do avião, quando recebemos as instruções de segurança, ouvimos que, em caso de emergência, cairão máscaras e estas devem ser colocadas primeiramente em sim mesmos, para depois serem colocadas em quem você está acompanhando ou cuidando.

Isso faz sentido para você?

E o que se faz quando identificamos essa “síndrome” na nossa vida ou nas nossas relações?

Já diziam os antigos sábios: “Conhece-te a ti mesmo”! Por meio do autoconhecimento podemos resgatar a autoestima, identificar quais os pontos a melhorar, quais dificuldades a superar, percebendo, assim, novas possiblidades de transformação íntima.

Reconhecer um erro, um defeito, é o primeiro e grande passo para a evolução pessoal. A partir daí, aceite-se, reconecte-se com o seu âmago e, principalmente, resgate o amor interno, o autoamor. Não amamos o que não conhecemos, por isso, não perca a oportunidade de recomeçar a cada novo dia, com uma nova chance de se amar…

Só após você se amar de verdade e, incondicionalmente, é que você pode amar o outro na mais pura essência.

No momento em que você se conhece e se ama de verdade, você modifica sua energia e passa a atrair pessoas que também passaram por esse processo de transformação interior; indivíduos que serão merecedores de partilhar e usufruir da sua companhia e da sua luz.

Quando estamos prontos, nos sentimos livres, desapegados, isentos de julgamentos e, consequentemente, conseguimos nos sentir felizes com a nossa própria companhia… Seja feliz primeiro sozinho e assim estará aberto a novas relações…

Sabe qual é o resultado dessa jornada? Eu afirmo porque já vivi, senti na pele tudo isso e o que eu adquiri como recompensa foi a felicidade plena. Ou seja, quando você atinge este estágio e chega alguém para ser seu companheiro de jornada, esse alguém não vem para te completar, pois você já é completo (a), ele/ela chega para te transbordar!

Gratidão por me acompanhar nesta reflexão e desejo que suas relações sejam prósperas e recheadas de muito amor e sabedoria!

Compartilhe este texto com quem você gostaria de ajudar nessa evolução pessoal.

Se você gostou, deixe seu comentário e conte qual insight você obteve com esta leitura!

Grande abraço,

Venísia Ferreira

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